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A Promotora de Justiça Titular de Pacajá, Cristina Maria de Queiroz Colares, ofereceu denúncia no dia 25 de abril contra os policiais civis Sérgio Augusto Oliveira da Silva, lotado na Delegacia de Polícia de Novo Repartimento e Eduardo Rodrigues do Espírito Santo, vulgo "Cobra", lotado na Delegacia de Polícia de Pacajá, sob a acusação de tráfico ilícito de substância entorpecente e associação para o tráfico, bem como pediu a prisão preventiva de ambos, o que foi deferido pelo Juiz Hélio Pinheiro Pinto, sendo os dois presos no domingo, dia 29 de abril..
Já havia suspeita, desde o ano passado, de que os policiais estariam participando do esquema de tráfico de droga no Município de Pacajá, o que gerou um procedimento investigatório instaurado pela Promotora de Justiça, Fábia Mussi de Oliveira Lima, que à época atuava neste município. Quando a Promotora de Justiça Cristina Colares assumiu suas funções em Pacajá, deu continuidade as investigações, conseguindo colher provas suficientes para comprovar o envolvimento dos dois policiais com o tráfico de drogas na cidade de Pacajá, tendo sido descoberto que eles mantinham uma "sociedade criminosa" com o traficante João Augusto Pedrosa da Silva, vulgo "Baixinho", que contava com o apoio de Márcio Barros de Souza, vulgo "Lourinho" e Vânia do Socorro da Silva Aviz.
De acordo com as provas apuradas, o policial civil "Cobra" convidou "Baixinho" para praticar o tráfico de entorpecente em Pacajá, que em troca repassaria parte do lucro obtido com a venda ilegal aos dois policiais civis. A quadrilha criminosa permaneceu agindo no município de Pacajá durante cerca de um ano, até ser desbaratada, resultando nas prisões dos acusados "Baixinho", Vânia e "Lourinho", sendo que este já foi sentenciado e condenado à pena de 09 (nove) anos de reclusão.
Segundo relatos de testemunhas, os mencionados policiais geravam pânico na população de Pacajá, pois são extremamente corruptos e perigosos, coniventes à criminalidade dentro do município, sendo até suspeitos de terem participado da morte causada a uma testemunha arrolada no processo em desfavor de "Baixinho", Vânia e "Lourinho" e da tentativa de homicídio contra outra testemunha, também referente ao processo dos acusados, pois tais testemunhas sabiam da atitude criminosa dos policiais e iriam delatá-los. Por este motivo, todas as testemunhas deste processo foram incluídas no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas - PROVITA.

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